Governo vai ceder prédio da Faetec e investir R$ 4 milhões em reformas.
Um quinto das vagas será destinado gratuitamente aos alunos da rede.
O Rio de Janeiro vai ter a primeira unidade da escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu a ser instalada no país, de acordo com a Secretaria municipal de Ciência e Tecnologia. O governo estadual formalizou na sexta-feira (9) a parceria para que as aulas comecem no início de 2013, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.
Para a instalação do centro, será cedido um prédio de dois andares que pertencia à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), onde o governo estadual pretende investir R$ 4 milhões em reformas. A contrapartida da escola é disponibilizar gratuitamente 20% das vagas para alunos da Faetec que já tenham alguma experiência na área. Os estudantes de enfermaria que utilizavam o edifício foram realocados para outra unidade da rede na Mangueira, na Zona Norte.
De acordo com a Secretaria, as obras devem começar em abril e têm previsão de término para outubro e início das aulas em fevereiro de 2013. Inicialmente serão 480 vagas por ano, com 96 separadas para os estudantes da Faetec, mas a previsão do governo é que esse número possa ser ampliado para 800 vagas anuais. O curso de gastronomia ficou em evidência em 2010, depois que desbancou o curso de medicina em relação à procura no vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram 115 candidatos por cada vaga para estudar a arte da culinária, enquanto para medicina foram 104 pessoas para cada cadeira.
Cursos de até R$ 30 mil - Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, os cursos oferecidos pela Le Cordon Bleu em outros países chegam a custar o equivalente a R$ 30 mil.
“O que pretendemos é pegar cozinheiros que trabalham em pequenos estabelecimentos em Madureira, na Baixada Fluminense ou em outras regiões e desenvolver seu potencial, proporcionando melhor colocação no mercado de trabalho”, afirmou o secretário sobre os alunos da rede estadual que poderão aproveitar as vagas gratuitas. Os cursos que serão oferecidos pela escola ainda não foram divulgados, mas segundo a Secretaria, devem ter de seis meses a dois anos de duração.
Presente em 17 países - De acordo com a Secretaria, a Le Cordon Bleu possui 44 unidades espalhadas por 17 países, e a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foram fatores decisivos para a instalação da escola na cidade. “O objetivo da implementação da escola no Rio de Janeiro é transformar a cidade em um polo gastronômico na América Latina, em função dos grandes eventos programados, que vão atrair turistas de vários países”, afirmou a Secretaria, em nota.
Rio de Janeiro
Este Blog se destina aos alunos da turma do curso de TÉCNICAS DE COZINHEIRO do SENAC que teve início em setembro de 2011, com o objetivo de interagir com todos aqueles da área bem como com aqueles que saíram do SENAC. Tem por objetivo trazer informações genéricas sobre a área: gastronomia, culinária, inclusive com informações sobre o mercado de trabalho, envolvendo todas as suas nuances. Pretendo ainda trazer informações na área de restaurantes.
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terça-feira, 20 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Bares e Restaurantes fechados pela Vigilancia Sanitária
Alimentos mal armazenados ou sem refrigeração, além de moscas e baratas, causaram interdições
Flagrados por apresentarem condições precárias de higiene, 607 restaurantes, lanchonetes e mercados, entre outros estabelecimentos, foram interditados pela Vigilância Sanitária da cidade de São Paulo no ano passado. O número é 20% maior do que em 2010, quando ocorreram 505 fechamentos temporários. Os agentes sanitários chegaram a esses locais após denúncias da população e inspeções de rotina.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as interdições ocorrem quando são identificados problemas como alimentos com a validade vencida ou estocados em locais sem ventilação ou refrigeração adequada ou ainda infestados de insetos, principalmente baratas e moscas.
A multa ao estabelecimento vai de R$ 100 a R$ 50 mil, dependendo da infração. Em casos de interdição, a reabertura só é permitida após a situação ser regularizada. A SMS não soube informar o motivo do aumento, mas afirma que um local pode ter sido alvo de mais de uma blitz.
A Vigilância Sanitária atua, muitas vezes, em conjunto com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que prende em flagrante quem estiver vendendo comida estragada e sem origem de fabricação. No último dia 7, mesmo sem apresentar falhas de limpeza, o restaurante Ritz, na Alameda Franca, Jardins, foi acusado pelo DPPC de armazenar comida com prazo de validade vencido. Foram recolhidos 280 quilos de peças como queijos, pancettas e leite de cabra impróprios para consumo. Um gerente foi preso. Procurada pelo JT, a assessoria do restaurante não respondeu.
A professora Avany Bon, coordenadora da Faculdade de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, alerta que alimentos vencidos ou armazenados de forma imprópria podem provocar infecção e intoxicação alimentar, causando diarreia e vômito. Em casos graves, podem levar à morte por desidratação. “Um alimento vencido ou que foi malconservado pode conter um número maior de micro-organismos, bactérias, vírus, ou fungos, que podem causar um distúrbio gastrointestinal.”
O delegado Marcelo Jacobucci, titular da 1ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC, diz que o que mais se apreende são queijos estragados. E, segundo ele, foi detectado que quem mais guarda comida estragada são mercados, padarias e restaurantes. “Só no ano passado foram 110 toneladas de comidas assim”, lembra Jacobucci.
Fonte: O Estado de São Paulo – 10/02/2012 - Fonte: site: Gestão em restaurante
Flagrados por apresentarem condições precárias de higiene, 607 restaurantes, lanchonetes e mercados, entre outros estabelecimentos, foram interditados pela Vigilância Sanitária da cidade de São Paulo no ano passado. O número é 20% maior do que em 2010, quando ocorreram 505 fechamentos temporários. Os agentes sanitários chegaram a esses locais após denúncias da população e inspeções de rotina.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as interdições ocorrem quando são identificados problemas como alimentos com a validade vencida ou estocados em locais sem ventilação ou refrigeração adequada ou ainda infestados de insetos, principalmente baratas e moscas.
A multa ao estabelecimento vai de R$ 100 a R$ 50 mil, dependendo da infração. Em casos de interdição, a reabertura só é permitida após a situação ser regularizada. A SMS não soube informar o motivo do aumento, mas afirma que um local pode ter sido alvo de mais de uma blitz.
A Vigilância Sanitária atua, muitas vezes, em conjunto com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que prende em flagrante quem estiver vendendo comida estragada e sem origem de fabricação. No último dia 7, mesmo sem apresentar falhas de limpeza, o restaurante Ritz, na Alameda Franca, Jardins, foi acusado pelo DPPC de armazenar comida com prazo de validade vencido. Foram recolhidos 280 quilos de peças como queijos, pancettas e leite de cabra impróprios para consumo. Um gerente foi preso. Procurada pelo JT, a assessoria do restaurante não respondeu.
A professora Avany Bon, coordenadora da Faculdade de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, alerta que alimentos vencidos ou armazenados de forma imprópria podem provocar infecção e intoxicação alimentar, causando diarreia e vômito. Em casos graves, podem levar à morte por desidratação. “Um alimento vencido ou que foi malconservado pode conter um número maior de micro-organismos, bactérias, vírus, ou fungos, que podem causar um distúrbio gastrointestinal.”
O delegado Marcelo Jacobucci, titular da 1ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC, diz que o que mais se apreende são queijos estragados. E, segundo ele, foi detectado que quem mais guarda comida estragada são mercados, padarias e restaurantes. “Só no ano passado foram 110 toneladas de comidas assim”, lembra Jacobucci.
Fonte: O Estado de São Paulo – 10/02/2012 - Fonte: site: Gestão em restaurante
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